Levi Pontes escancara mais um caso de corrupção na Secretaria de Saúde do Estado.

18:40

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 Aquiles Emir
    

AQUILES EMIR

Escalado em 2015 para presidir na Assembleia Legislativa a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que iria revelar todo o aparato de corrupção existente na Secretaria Estadual de Saúde à época em que Ricardo Murad a chefiou, o deputado Levi Pontes (PCdoB) deve ser protagonista de outra apuração que deverá ocorrer na pasta, só que em vez de investigador ele pode passar à condição de investigado.

Isto pelo menos é o que sugere o conteúdo do áudio publicado em primeira mão pelo blog de Luis Pablo em que ele condiciona o funcionamento da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Chapadinha ao “tratamento” que o prefeito Magno Bacelar vai lhe dispensar na campanha eleitoral deste ano.

Grave é muito pouco para definir o conteúdo da gravação, pois nele está explícito que a política de saúde pública no Maranhão é definida por esquemas eleitorais para beneficiar o governador e seus aliados. No áudio, Levi Pontes conversa com diversas pessoas, em lugar não sabido, e na maior tranquilidade diz que após conversar com Flávio Dino e com o secretário estadual de Saúde, Carlos Lula, ficou acertado que a UPA de Chapadinha poderá ser mantida com dinheiro do Estado, desde que o prefeito o “trate bem”.

Pelo que ficou acertado entre o Governo do Estado e a Prefeitura de Chapadinha, a manutenção da UPA seria custeada com recursos estaduais até a inauguração do hospital regional, que deve ocorrer no próximo mês, mas Levi Pontes diz que consegue mantê-la funcionando nas mesmas condições de hoje, até dezembro, se o prefeito Magno Bacelar cooperar (com votos).

Ao envolver o nome do governador nessa negociata, Pontes diz que tem crédito com Flávio Dino, pois até o retrato da esposa tirou do quarto para botar o seu, e complementa: “Não é possível que esse filho da… não vai me ajudar”, cobra lançando uma ofensa à mãe do governador.

Escândalos – Esta é a segunda vez que Levi Pontes e flagrado falando além da conta. Na primeira, ele revela um esquema para distribuição de peixe adquirido com dinheiro da Prefeitura de Chapadinha, no período da Semana Santa de 2017, em redutos eleitorais seus. O caso não foi considerado grave pela Assembleia Legislativa, por isto não foi sequer cesurado pela Comissão de Ética e Decoro Parlamentar. Resta saber se desta vez será.

O episódio é também o segundo envolvendo parlamentares do PCdoB em falcatruas na Saúde. Ano passado, a deputada Ana do Gás, apesar de toda a repercussão do escândalo trazido à tona foi gravada pressionando a diretora de uma UPA em São Luís para que mantivesse uma irmã sua na folha de pagamento, mesmo sem assinar o ponto, isto ganhar sem trabalho. O caso também nunca foi investigado, apesar dela ter citado o secretário Carlos Lula como sabedor do que estava fazendo.

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